segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

O Homem Digital

Chegou em casa e notou rapidamente algo distinto. As portas da cristaleira estavam abertas, podia vê-las de fora por entre as barras da janela da frente. Alguém entrou em sua casa. Ao entrar na sala, com a porta ainda trancada percebeu que a TV e o som e o dvd e os cds e os dvds e os livros e o data-show estavam no seu lugar de sempre. Foi para o quarto do computador e o computador ainda estava no quarto. Só que a tampa tinha diso removida. E bem onde devia estar, não estava: alguém tinha invadido a sua casa, aberto sua CPU e roubado o seu HD. Bem naquele dia em que tinha transferido todos os seus arquivos para o novo HD. Virou um homem sem memória, apenas a ram, nem um giga. Tudo dos seus últimos dez anos estavam naquele HD. Todas as fotos, todos os textos, todos os emails, tudo, tudo, tudo. Teve que começar a vida de novo a partir daquele dia. Rapidamente percebeu que não conseguiria viver todos aqueles momentos das fotos de novo, não poderia polir aquele texto não terminado, não poderá nunca mais reler os emails de amor que escrevera porque a recipiente também tivera seu HD com os emails dele roubado. Sentiu que naqueles bits ausentes estavam boa parte da sua memória fisiológica que optou por não exercitar, confiando em Gates. Faltava-lhe parte do que era. Não mais seria o mesmo nunca mais. Deveriam tê-lo preparado para este momento, pobre homem digital.

domingo, 25 de janeiro de 2009

Sobre religião e política

O esperado por do sol do governo Bush filho trouxe-me uma esperança que os fundamentalistas cristãos de direita fiquem de fora do governo Obama. Aliás, de qualquer outro governo. Depois do Bush pai, do Bush filho, tomara que não apareça nunca o Bush espírito santo.